Tem alguns fatos de minha vida, quando era criança, que não me recordo completamente, por isso vou fazer um resumão de pequenas histórias hoje.
Acabei de lembrar-me no dia em que meu irmão,quando ele tinha uns 3 aninhos mais ou menos, foi até o banheiro e resolveu que iria fazer a barba.
E lá foi ele ,de creme e aparelho de barbear, prá frente do espelho , se achando o mais homem dos homens!
Missão cumprida, foi feliz da vida mostrar a todos a sua grande capacidade de fazer a barba!
Resultado: todos levamos um susto quando ele aparece na cozinha sem a "barba" e também... sem as sombrancelhas!
Ahahahahahahahahahah!!!Ficou muito engraçado!
Pior de tudo, é que ele tava se achando o máximo!
Inesquecível!
Outra coisa que me lembro , é que o dono do sobrado onde morávamos, residia logo em frente.
Um dia pedimos para mamãe por a rede.Como não havia ganchos na parede , mamãe amarrou-a na seringueira e na maçaneta da janela da sala.
Como o dono da casa era muito chato, ele vendo aquilo, providenciou logo de arrumar uma camêra fotográfica.E começou a tirar fotos, para provar, caso quebrasse alguma coisa, que éramos o responsáveis.
Eu e meu irmão há estas alturas, estávamos na rede a nos divertir....Balançando nas alturas e rindo muito.
Quando vimos o dono da casa, tirando fotos,imediatamente na nossa cabeça, passou que ele estava tirando fotos da gente!
Então nós dois, eu e meu irmão, começamos a fazer um monte de poses e caretas!
Foi hilário...
Gostaria de poder ver como saíram estas fotos.
Tinha uma vizinha minha, a Claudinha, grande amiga, que tbm tinha uma rede.
A turminha da rua ia em peso lá, prá brincar e balançar.
O pai dela sempre que passava por lá e via aquela rede cheia de gente, dizia:
-Claudinha, esta rede vai rasgar e ou cair, e vcs vão se machucar!
A gente nem ouvia.
Quanto mais gente na rede, mais engraçado era.
E sempre tinha um que ficava balançando bem alto.
Foi quando um dia....
CRÁSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!
Aposto que vc edve ter pensado que foi a rede que rasgou,né???
Enganou-se!
A PAREDE CAIU!!!
E junto com a parede, a macacada toda que tava na rede.
Só deu criança correndo prá tudo quanto é lado.
Ninguém queria ficar alí prá segurar o rojão da bronca do pai da Claudinha!
Menos mal é que ninguém se machucou, com excessão das buzanfas doloridas!
Se minha amiguinha apanhou, levou bronca, ou algo assim????
Sinceramente não sei!
Acho que ficamos, eu e toda a criançada da rua, umas duas semanas sem ir na casa dela.
E mesmo quando voltamos à ir, era só na hora em que o pai dela não estava!
Bons tempos...
Sabe que me deu uma vontade agora???
De balançar na rede!!!!
Alguém aí prá dar um empurrãozinho????

AS VEZES OLHAMOS NOS ROSTINHOS DAS CRIANÇAS E IMAGINAMOS QUE ELAS É QUE SÃO FELIZES, POIS NÃO CONHECEM O QUE É PROBLEMA!
POIS BEM...NEM SEMPRE É ASSIM!
ESTIVE PENSANDO SE CONTARIA OU NÃO NESTE BLOG, ALGUNS FATOS DE MINHA VIDINHA QUE POR MAIS QUE EU TENTE ESQUECER, A VIDA ME LEMBRA!
TOMEI A DECISÃO DE CONTAR-LHES, POIS ACREDITO, QUE A PARTIR DO QUE VCS VÃO LER AGORA, POSSO ABRIR SEUS OLHOS CONTRA A MALDADE DE CERTAS PESSOAS.
É MUITO DIFÍCIL EU ME ABRIR AQUI NESTE ESPAÇO TÃO PÚBLICO PRÁ TANTA GENTE,MAS AO MESMO TEMPO ME SINTO RESPONSÁVEL EM FAZER ISTO.
POIS BEM...CHEGA DE ENROLAÇÃO E VAMOS À HISTÓRIA.
DESSA VEZ, A COMÉDIA SERÁ DEIXADA PRÁ TRÁS, POIS A VIDA NEM SEMPRE É FEITA SÓ DE GLÓRIAS.
COMECEMOS ENTÃO...
ERA O ANO DE 1979.EU JÁ ESTAVA COM 10 ANOS.
ERA UMA CRIANÇA FELIZ E SAUDÁVEL, MAS QUE TAMBÉM CHAMAVA A ATENÇÃO PELA BELEZA E PELO CORPO QUE COMEÇAVA A SE TRANSFORMAR.
CERTA VEZ, LÁ EM CASA, O CHUVEIRO QUEIMOU.
COMO MEU PAI ESTAVA NO SERVIÇO, MAMÃE MANDOU CHAMAR UM AMIGO DE MEU PAI, JÁ DE MUITOS ANOS, QUE TRABALHAVA ALÍ PERTO , E ERA ELETRICISTA.
NÓS JÁ O CONHECÍAMOS HÁ MUITOS ANOS.
EM POUCO TEMPO ELE JÁ ESTAVA EM CASA, COM SUA MALETA DE FERRAMENTAS E COMEÇOU A EXECUTAR O SERVIÇO.
EU, MINHA IRMÃ E MEU IRMÃO FICAMOS LÁ NO BANHEIRO A XERETAR COMO É QUE SE TROCAVA UM CHUVEIRO.
ELE RETIROU SUAS FERRAMENTAS DA MALETA E EM POUCO TEMPO O CHUVEIRO ESTAVA FUNCIONANDO.
MEUS IRMÃOS FORAM FAZER OUTRAS COISAS, MAS EU CONTINUAVA ALÍ, ATÉ MESMO PARA FAZER SALA PARA AQUELE "AMIGO" DE PAPAI, QUE EU GOSTAVA TANTO.
DE REPENTE ELE PERGUNTA SE EU QUERO VER O CHUVEIRO DE PERTO.
NA MINHA CABEÇA INGÊNUA E SEM NENHUMA MALDADE, DISSE QUE SIM.
ELE ME PEGA PELA CINTURA, ME LEVANTA ATÉ O CHUVEIRO E...
METE SEU DEDO NOJENTO NA MINHA VAGINA...POR CIMA DA CALCINHA!
EU ESTAVA DE SAINHA E CAMISETA NAQUELE DIA.
SENTÍ A PRESSÃO DAQUELE DEDO NOJENTO ME TOCANDO, E FIQUEI MUITO ASSUSTADA.
PENSEI EM CHAMAR MAMÃE, MAS DE REPENTE, NUM FLASH DE PENSAMENTO, NOTEI AS FERRAMENTAS DAQUELE ANIMAL, E FIQUEI COM MEDO QUE ELE INVESTISSE CONTRA MINHA MÃE,CASO ELA BRIGASSE COM ELE.
ELE ME BOTOU NO CHÃO, COM UMA CARA SARCÁSTICA, QUE ME EMBRULHOU O ESTÔMAGO.
ANTES QUE EU CONSEGUISSE SAIR DALÍ, ELE ME LEVANTA DE NOVO, E FAZ A MESMA COISA.
DESSA VEZ ME DEBATÍ E QUANDO FUI POSTA NO CHÃO, SAÍ CORRENDO DALÍ.
NUNCA MINHA MÃE SOUBE DESSA HISTÓRIA.
ELA MORREU SEM SABER!
EU TIVE AQUELA ATITUDE, PORQUE QUERIA PROTEGER MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS...
TIVE MEDO QUE AQUELE NOJENTO FERISSE ALGUÉM COM SUAS FERRAMENTAS.
ELE NUNCA MAIS VOLTOU EM CASA.
TALVEZ TIVESSE FICADO COM MEDO DE EU TER FALADO ALGUMA COISA PROS MEUS PAIS.
SÓ POSSO DIZER, QUE UMA CRIANÇA É UMA CRIANÇA...ELA NÃO TEM ATITUDES DE UM ADULTO.ELA NÃO TEM DEFESA PRÓPRIA, POR ISSO É MUITO IMPORTANTE CONVERSARMOS MUITO COM ELAS, SABEREM DE SEU DIA A DIA, SEUS PROBLEMINHAS, ENFIM.
MAIS ISTO NÃO FOI A ÚNICA VEZ EM QUE FUI ABUSADA POR UM "ESTRANHO".
NA MINHA ADOLESCENCIA, QUANDO EU TINHA EXTAMENTE 17 ANOS, RESOLVÍ IR NUM GINECOLOGISTA.
O NOME DELE ERA ERA DR. FRAN, E ATENDIA NA INTERMÉDICA SÃO CAMILO, NO TATUAPÉ.
CHEGUEI LÁ NA CONSULTA E....
BOM ISSO É UMA OUTRA HISTÓRIA, QUE SÓ VOU CONTAR QUANDO EU TIVER CRESCIDO AQUI NO MEU BLOG!
BJOS

Depois do nascimento de meu irmãozinho, precisamos mudar de casa, pois aquela tinha ficado pequena para todos!
Fomos morar em um sobrado antigo, com os comodos muito grandes.Na frente havia um jardim imenso, onde minha mãe tratou logo de arrumá-lo e fazer a sua horta!
Na parte de trás do sobrado, havia um pequeno quintal, porém comprido e, o mais fascinante de tudo:havia um porão alí!
Esta era com certeza a parte da casa que mais me atiçou!
Um porão!
Já tinha ouvido muitas pessoas falarem de porões, e tudo que se falava era bastante misterioso!
Não tenham dúvidas de que eu mesma me oferecí para limpar aquele lugar.
É claro que tive que limpá-lo junto com o pentelho do meu irmão.
Mas até que foi bom, pois toda vez que eu falava -"Nossa nenê, como vc é forte"!- o bobão acabava querendo carregar tudo só prá me mostrar a sua "força".
Aquele cantinho, tornou-se em pouco tempo, meu lugar favorito daquela casa.
Mas em compensação, eu não ia lá de noite, por nada deste mundo!
Morria de medo que lá estivessem fantasmas à minha espera.
Cada vez que mamãe pedia para pegar a vassoura ,que ficava no quintal dos fundos,depois do jantar, era quase uma reza para convencê-la a mandar a minha irmã em vez de mim...
Que os fantasmas pegassem minha irmã, e não eu!
Alí eu brincava (com meu irmão, é claro...) de escolinha, de fada, de detetive, de tudo!
Meu irmão já estava maiorzinho...Tinha uns 3, 4 aninhos.Eu ainda era a responsável em tomar conta dele.
Acontece que nem sempre eu cumpria esta missão com boa vontade, pois como criança e menina, eu tbm queria ir brincar com minhas amiguinhas de boneca.
E meu irmão era realmente um petelho, daqueles que vc quer por na forca!
Se eu não fizesse o que ele queria, ele punha a boca no trambone e começava a chorar, dizendo que eu havia batido nele.
Resultado:eu apanhava da minha mãe, e o peste, ainda ficava espiando e dando risada.
Mas eu tbm não era tão boazinha assim...
Pois tinha umas brincadeiras, em que eu podia descontar nele, sem o bobão achar que era eu realmente.
Deixa eu explicar:
Como nós (eu e meu irmão) éramos muito fantasiosos, criamos um mundo imaginário, onde havia alguns personagens: o REI DO TROVÃO (eu), o PRINCIPE DO LAGO (ele) e a BRUXA DA LAGOA (eu..hahahahahaha)!!!!
Tudo começava com uma música só entoada , tipo começo de filme de terror.
Era só eu começar a entoar aquela canção, que o nenê já sabia que o REI DO TROVÃO estava chegando.
O REI DO TROVÃO, era bonzinho...era como se fosse um Deus.Misericordioso, protetor,misterioso...
Ele era o pai do PRÍNCIPE DO LAGO, que era a "vítima"...ops...que era meu irmão!
A brincadeira rolava com mil aventuras, lutas,desafios, e o que mais nossa imaginação permitia.
Até que...
a BRUXA DA LAGOA chegava!
Engraçado, pois ela sempre aparecia quando o REI DO TROVÃO não estava mais por alí para proteger o pobre PRÍNCIPE!!!!
O PRÍNCIPE DO LAGO, ficava desesperado...Sabia que nada podia contra a víbora!
Esta era a parte da brincadeira que eu mais gostava...ops...que eu mais brincava...rsrsrsrs!!!!
Havia uma luta entre eles, onde o PRÍNCIPE DO LAGO levava uns bons bordoões, alguns pedalas Robinho e prá terminar...a lavagem cerebral!
Nada do que tinha acontecido alí, poderia ser dito para qualquer outra pessoa,pois senão...a BRUXA voltaria...
E assim, passamos durante bons anos a conviver com estes amigos imaginários.
Não eram os únicos amigos, mas com certeza os mais importantes em nossa vidinha de criança !
Saudades?????
Tenho...
Mas vou contar-lhes um segredo...
-"Tem vezes que eu ainda sou a BRUXA DA LAGOA"....
...
Minha vida é uma história
engraçada de contar!
Tem comédia,riso , drama...
Faz sorrir e faz chorar!!!
É bom voltar as lembranças
onde viver era uma brincadeira!
Difícil é lembrar de tudo
sem cair na choradeira!
Saudades de tanta gente,
que passou no meu viver...
Tem gente que já se foi...
e nunca mais eu vou ver...
É escrevendo este BLOG
que me entrego ao passado...
Passado muito distânte,
tão próximo, aqui do lado!
Confundo datas e tempos,
como se tivesse importância...
Na vida o que é o tempo,
o lugar e a distância????
Não quero falar do futuro,
pois o meu tempo é agora!
Do passado ainda lembro,
mas lembrança vai embora!
Faço este poema,
quase a minha oração!
Pedindo que Deus me ajude
buscar a melhor direção.
Tenho sonhos de criança,
e vontades de mulher!
Sou arteira e atrevida,
do jeito que a vida quer...
Já duvidei de mim mesma.
Me encontrei e me perdí!
Busco algo perdido,
guardado dentro de mim.
Agradeço à vc,
leitor dessa minha história.
História de uma mulher,
que já teve drama e glória!!!
Me julguem e me comentem...
Agora quero ser réu!
Condenada ou absolvida,
estou vivendo no céu!
Obrigada, internautas
pelo tempo dedicado
nestas páginas de vida
de um diário publicado!
BJOS!
Mercinha
No dia em que meu irmãozinho chegou em casa, minha irmã ficou de mal de minha mãe e eu fiquei encantanda...com os brinquedos do nenê.
Poxa!Ele tinha até um revolvinho que parecia de verdade, e quando eu apertava o gatilho, fazia um "tac" que parecia um estalo.
Me debrucei sobre as grades do bercinho, olhei bem aquela coisinha pequena e sem graça,fiz uma careta,e ganhei um presente:
"O PRIMEIRO SORRISO DE MEU IRMÃO"!!!!!
E assim os meses foram passando...Enquanto minha irmã era responsável em ajudar minha mãe com os deveres da casa, eu era a responsável em cuidar do meu irmão, que carinhosamente chamávamos de Nenê!
Era a minha chance...Tinha em mãos um aprendiz de minhas fantasias.
E foi isso mesmo que aconteceu!
Meu irmão e eu, passamos a ser grandes parceiros nas fantasias...
Acho que o fato de ele ser ariano tbm, contribuiu para que ele e eu se dêssemos muito bem.
Quando ele já era um pouco maiorzinho, talvez uns 2/3 aninhos, tinha um hábito horrível.
Eu o havia ensinado que não podia por a mão no umbigo que morria.
Ele, bobo nem nada, passou a enfiar o dedo e apertar o umbigo, até as pessoas cederem às suas chantagens!E ainda com cara de capeta, dizia:
-Vou morrer!Vou morrer!
Não aguentava mais ficar nas mãos dele, cada vez que ele enfiava o dedo no umbigo, lá ia eu fazer suas vontades.
Queria matá-lo!
Como ele era muito bobo (desculpe-me a franqueza), um dia em que o púz para tomar banho, tive uma idéia que o faria parar dessa coisa do umbigo!
Na hora em que o tirei do banho, virei-o de frente para os azulejos, e lá a minha imagem refletia.
Comecei a imitar uma fadinha, que aparecia no azulejo para meninos que enfiavam o dedo no umbigo!
E assim disse:
-"Nenêmmmmmm (meio assim, fazendo eco)...Eu sou a Fadinha do Umbigooooooo!
Estou aqui para te falar que não pode enfiar o dedo no umbigo nunca mais.É muito feiooooo.
E nenêns que fazem isso, são visitados depois pela bruxa máaaaaaaa!
E se vc não enfiar mais o dedinho no umbigão, amanhã vc vai ganhar um Falconnnnnnn!"
Esta de ganhar um Falcon, apareceu assim na hora...Não sei porque disse aquilo.Talvez por que sabia que ele era louco para ter um Falcon.
O tonto do nenêm, acreditou piedosamente.
E para completar a lavagem cerebral, eu , enquanto colocava sua roupinha, ia falando:
-"Tá vendo,nenê!Se vc não parar de enfiar o dedo no umbigo, a bruxa má vai te pegar!"
Olha... o que eu vou contar agora, não é mentira ou invenção...É fato!
No dia seguinte, minha mãe comprou um Falcon pro meu irmão!
Do nada!
Sem nem menos saber da história da fadinha e da bruxa.
(Falei pro meu irmãozinho que se ele contasse prá alguém a bruxa tbm vinha pegar!)
Se eu acredito em fadas????
Ah!
Em bruxas tbm!!!!!
E vc????
Ainda duvída????

Estava na hora!!!
Mamãe finalmente iria tirar o bebe da barriga!
Eu não estava nada preocupada se seria um irmão ou uma irmã.
O que me preocupava era na verdade minha mãe!
Vou explicar o porque!
Depois que mamãe foi examinada pelo médico, confirmou-se que o bebê nasceria realmente naquele dia.
Como em qualquer outro lugar, a paciente tira suas roupas e põe aquele jaleco branco, prá ir prá sala de cirurgia.
Mamãe vem vestida daquele jeito, para se despedir de todos nós, antes de ter o bebê!
Até aí normal,né?
Não...Não estava nada normal!!!!
Pois enquanto papai e minha irmã amassavam minha mãe de tanto beijar e abraçar, eu pude verificar que entre as roupas que minha mãe tirou, estava também a sua calcinha!
Fiquei momentaneamente chocada!
Minha mãe estava sem calcinha!!!
E todo mundo iria ver!
MÃES NAUM FICAM SEM CALCINHA!!!
Para esclarecer esta minha dúvida, enquanto mamãe abraçava papai, deite-me no chão para constatar a veracidade daquele fato!
Por debaixo do jaleco de mamãe...Oh! Meu Deus!!!Não tinha...NADA!!!!
Era a pior coisa que poderia ter me acontecido!
Mamãe sem calcinhas!!!!
Antes mesmo que meu cérebro saísse do choque,mamãe foi levada para ganhar nenê.
Não tive coragem de contar prá ninguém que minha mãe estava andando pelada por aí!
Com a intenção de ninguém descobrir aquele segredo de mamãe, já descoberto por mim, enfiei sua calcinha por debaixo de minha blusinha, para que ninguém a visse!
Fomos para casa, papai fez as malas minha e de minhã irmã, e nos levou para casa de uns parentes que cuidariam da gente enquanto mamãe estivesse no hospital!
Chegando lá, perguntei prá papai se eu poderia mandar um presentinho prá mamãe!
Ele achou que ela ficaria muito feliz, então eu e minha irmã, escrevemos uma carta cada uma.
Fiz um embrulhinho com um saquinho de pão, e dei ao meu paí, pedindo que não abrísse, pois era só para a mamãe!
Encomenda enviada, despedidas, recomendações (coitada da minha tia),tchauzinhos...
No hospital, após mamãe ter o bebê (era um menino), as cartinhas e o embrulho foram entregues.
Na minha carta dizia:
"MAMÃE,
NÃO SE PREOCUPE...ESTOU ENVIANDO SUA CALCINHA DE VOLTA.
NAUM CONTEI PRÁ NINGUÉM QUE A SENHORA ESTAVA PELADA POR BAIXO.
SÓ PRO MEU TIO , QUE ME AJUDOU A FAZER ESTA CARTA, POIS AINDA NAUM SEI ESCREVER,NÉ?
BEIJOS
MERCINHA".
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O ano era de 1974...
Eu e minha irmã estamos no quarto brincando de boneca.
De repente, minha mãe entra toda felicidade, e nos avisa:
-A mamãe vai ter um nêne!!
Levanta a camisa, aponta prá barriga e completa:
-Ele já está aqui dentro!
Minha irmã emburrou a cara na hora.
Já eu, passei a pensar e filosofar com a minha cabecinha de giríco:
-"Uma vez minha vó, me contou que os bebês são trazidos pelas cegonhas, que os deixam na porta de casa!
Então, por que raios, é que este bebê está dentro da barriga da minha mãe???"
Não hesitei em perguntar:
-Mas mãe...Mas não é a cegonha que vai trazer???
Mamãe, ainda sorrindo, me reponde sem muito pensar no que aquela resposta significaria prá mim:
-Ela já trouxe, e já guardei na minha barriga!
Minha cara de espanto, não foi percebida por minha mãe, que a essas horas , estava a sair para contar a novidade pros vizinhos.
Fiquei chocada e confusa ao mesmo tempo, pois, se a cegonha é quem trás os nenês, como é que ele foi parar na barriga da minha mãe.
Sentí um calafrio que me correu as espinhas, e cheguei à uma conclusão:
-Minha mãe comeu o Bebê!
Naquele dia, ainda posso recordar, que não conseguia pensar em mais nada.
Foi quando, com o sublime intelecto de minha cabecinha, conseguí desvendar o mistério da chegada dos bebês!
-As mães querem um bebê...Lá no céu tem um montão deles.Então a dona Cegonha amarra um numa fralda, põe no bico, e trás voando até a porta de casa.
Quando a mãe recebe a encomenda, ela engole o bebê e começa a comer muito, porque senão o bebê fica com fome.
Então a barriga dela começa a crescer, crescer e crescer, até ela ficar muito enjoada de tanto comer e ...vomitar!!!!
É quando nasce o bebê!!!!
Pela boca...pelo mesmo lugar que ele entrou,oras!
E assim pude passar tranquila aqueles nove meses de gestação da mamãe!
Eu já era uma garotinha que poderia explicar para qualquer pessoa os segredos dos nenêns!
Mas chegou um dia, agora já em março de 1975, que estávamos todos, eu, papai, minha irmã e minha mãe, num restaurante que costumávamos frequentar, quando minha mãe, avisa:
-Chegou a hora!!!Acho que ele vai nascer hoje!Precisamos ir pro hospital!
Me sentí tão feliz naquele momento, pois era confirmada a minha teoria de que realmente os bebês nascem pela boca, quando a mãe não aguenta mais o tamanho da barriga de tanto comer!
Correria...
Pegamos um táxi (papai tinha carro, mas não sabia dirigir), e fomos para o hospital.
Minha mãe o caminho inteiro a enjoar e fazer caretas.
Chegando no hospital, mamãe sumiu com o médico!
Quando eu a ví novamente...
Ops... Mas essa é uma outra história...
E que história!!!
Tenho algumas boas histórias de infância que ainda levo na lembrança.
Uma coisa que me lembro muito bem, é que todos os dias, pela manhã, enquanto eu ainda dormia, eu pudia sentir uma mão macia e carinhosa, como mão de mãe, a fazer um carinho em mim.
Isso era quase que diariamente.
Eu sentia um medo, mas ao mesmo tempo um conforto muito grande!Na verdade eu ficava à espera daquele carinho tão maternal.
Um dia eu resolví que iria abrir os olhos prá saber quem era que me fazia aquele gostoso cafuné .
Quando a mão chegou, abrí meus olhinhos apreensiva, e nada ví!
Fiquei tão assustada...
Mas o carinho me acalmou!
Até hoje eu não sei falar sobre o que era aquela mão mágica, que me fazia um carinho doce, suave, quase todas as manhãs!
Só sei que tenho saudades...
Lembro-me tbm, de um dia estar assistindo ao Vila Sézamo, e eles mostrarem umas tartaruguinhas nascerem de uns ovos enterrados na areia da praia.
Aquilo simplesmente me fascinou!
Pé com pé, fui até a geladeira e apanhei 3 avos.
Sim...eu iria "plantar" tartaruguinhas !!!!
Naquela época, eu morava numa casa pequena, mas extremamente agradável, onde havia um quintal com muito verde, e um campinho ao lado, onde minha mãe vivia brigando com a mulekada pela poeira levantada pelas peladas, que encardiam suas roupas esfregadas no tanque.
Pois bem...No topo desse campinho, havia um monte de areia, provavelmente comprada por algum morador, para fazer alguma obra.
Lá fui eu, campinho acima, com meus três futuros filhotes de tartaruga na mão.
Tratei de cavar caprichadamente um buraco prá cada ovo!
Não queria que nascessem trigêmeos, então por isso, achei que era melhor fazer buracos separados.
Assim haveriam três tipo de tartaruguinhas!
Enterrei-os, e marquei o local com uns pauzinhos, à fim de não perdê-los de vista!
Todo dia eu subia o campinho e ia "regar" meus ovinhos!
É isso mesmo!!!
Não me pergunte porque...mas eu achava que tinha que regar os ovos para as tartarugas nascerem.
Durante uma semana mais ou menos, seguí religiosamente esta rotina, logo pela manhã.
Até que um dia, qual não foi minha surpresa, ao chegar no monte de areia e...cadê a areia????????
Tinha sumido!Evaporado!(Areia evapora????)
Larguei meu regador no chão de terra batido, e como se não estivesse acreditando no que meus olhos viam, girei a cabeça pros lados para ver se eu havia me confundido de lugar.
Mas não havia!Era alí mesmo!
De repente, algo me passou pela cabecinha de vento:
-As tartarugas ficaram muito tempo enterradas, cresceram demais, nasceram e quando quebraram os ovos, toda a areia que estava em cima ficou presa nos cascos delas.
Aquilo me fez sentir um arrepio tão grande, um medo tão tenaz, que saí correndo e fui prá casa.
Precisa avisar minha mãe que eu tinha criado um MONSTRO!
Álias, o que era pior, não era só um, eram TRES!!!!
Cheguei em casa em lágrimas!!!!
Minha mãe me acode , pegando-me no colo , e perguntando o que havia acontecido.
Aos soluçõs tentei explicar-lhe sobre os ovos, as tartaruguinhas que reguei tão zelozamente e viraram monstros terríveis.
Que medo!!!!!!!!!!!!
Lembro da expressão do rosto de minha mãezinha a me fitar, e meio que querendo rir, disse-me:
-Não se preocupe,Mercinha.As tartarugas já estiveram por aqui enquanto vc estava dormindo, mas a mamãe pegou a vassoura e deu na cara delas!
Batí nas três e falei prá eles nunca mais incomodarem minha filhinha!!!!
Agora pode ficar tranquila, que a mamãe sempre irá cuidar de vc,tá?
Meus olhinhos brilharam, vendo o rosto e as palavras daquela mulher que era a minha mãe.Ela era o máximo!!!!
Praticamente uma heroína!
Sentí-me protegida e feliz naquele momento...
Mas alí mesmo, ainda no aconchego do colinho de mamãe, minha cabecinha começava a criar uma outra fantástica idéia!!!!
E se eu plantasse... "pintinhos"?????????????????????
...

Estes fatos se passaram quando eu tinha uns 4 e 5 anos de vida.
É dia das Crianças, e meu pai chega em casa com um triciclo e uma bicicleta!
É óbvio que o tricíclo seria prá mim, e a bike para minha irmã mais velha.
Mas creiam...Quem acabou saindo pedalando aquela bike, sem rodinhas, foi euzinha!
Assim...sem mais nem menos!
Montei e andei!
Minha irmã???
Passei à levá-la na garupa do triciclo!
Naquele tempo, criança podia ficar na rua.
Acho que me lembro mais da rua do que da minha casa!
Teve um dia, em que eu estava super apertada para fazer xixi, mas tinha algum cagão no banheiro, que não saia jamais!
A vontade foi apertando, quando eu tive a grande idéia!
Avistei uma caixa de papelão, essas de sapatos, e pensei comigo:
-Faço meu xixi alí, e depois quando saírem do banheiro eu jogo!
Procurei um cantinho na cozinha, e...alívio!
Voltei prá sala, onde minha mãe assitia a uma novela, acomodei-me na poltrona, e aguardei o vilão sair da área interditada.
A porta do banheiro abriu-se, tentei entrar, mas o cheiro me fez voltar e esperar mais um tantinho.
Fiquei com cara de ué, pensando em quanto tempo levava prá cheiro de coco sair.
Observei se o território inimigo estava livre de ataques e sorrateiramente fui pegar minha "privadinha providencial".
Mas um milagre havia acontecido!
Naum havia mais xixi na caixinha...
Por mágica, feitiço, bruxaria, coisa do capeta, meu xixi tinha pulado prá fora da caixinha!
Agora estava pior...Pois ele formava um tipo de córrego, que corria em direção à sala onde estava minha mãe!
Desesperei-me!
Primeiro porque a bruxa, o capetão, a feiticeira sei lá o que mais, ainda devia estar por perto.
E segundo, porque a "merda" do xixi corria em direção àquela que poderia me dar uma surra de chinelo se descobri-se tal peripécia minha.
Pensei e pensei...e enquanto pensava, fitava o "corrego" que fluia em direção ao inimigo.
De repente ouço a voz da minha mãe, vindo em direção à cozinha!
Naum tive outra escolha!
Sentei em cima do mijo, e comecei a esfregar com a bunda no chão, achando que minha roupinha absorveria toda aquela agüeira.
Minha mãe me observa da porta, atônita.
Até então eu nunca tinha observado que xixi tinha cheiro.
Quando minha mãe exclama:
-Que cheiro de mijo é esse????
Ela passa por mim, eu ainda com a bunda no chão, e depara com uma caixinha de papelão molhada de urina...de gato!!!!!!!
É isso mesmo!
Fui salva pela fantástica imaginação fertil de minha mãe!
Ainda recebo um cafuné doce e meigo, enquanto ela me leva no colo em direção ao banheiro para tomar banho.
Ainda me lembro de suas palavras:
Tadinha da Mercinha, deixei a porta da cozinha aberta, e algum gato sem vergonha entrou e fez xixi numa caixinha de papelão!Ainda minha filhinha deve ter escorregado encima!!!!Ah! Se eu pego esse gato...
Depois do banho, do talquinho e do pijaminha, deitada na cama para dormir (eu dormia entre meu pai e minha mãe) , passei a acreditar que gatos gostam de fazer xixi em caixinhas.
Serão só os gatos???
Ou seria eu tbm um gato???
Nunca tive coragem de perguntar prá minha mãezinha...achei melhor descobrir sozinha!
Sorrí e...
Dormí!
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O ano é 1969...Dia 22 de março.
São 10:20 hs da manhã, e eu acabei de nascer!
Tenho 4.150 kgs.A altura me esquecí!
O primeiro parto da minha mãe, foi normal, mas como eu estava sentada, tiveram que optar pela cesárea!
Dizem que chorei quando nascí...Mas eu duvído!
Ficamos, eu e mamãe 11 dias internadas no hospital, devido a uma infecção que minha mother pegou.
Saí de lá já um bebe criado.
Dizem que eu era linda...
Pelo menos mamãe e papai achavam.
Chegando em casa a primeira recepção da minha irmã mais velha, foi jogar um sapato em minha direção.
Não me lembro disso, mas é o que contam.
Chegamos agora à questão do nome.
Pois é...Onde minha mãe buscou criatividade prá me chamar de MERCIA!
A história dela, é que ela foi babá de uma menininha muito lindinha que se chamava Mercia.
Então ela imaginava que um dia teria uma filha com este nome.
Cá estou eu.
Agradecida, embora não gostar muito de meu nome.
Mas, talvez vcs naum entendam por que estou agradecida então.
Pasmem...
Se eu não fosse a Mercia, hoje eu seria a NATERCIA!!!!!!
Imaginem...Minha mãe era muito criativa mesmo!
Mas tem uma segunda história ,contada pelo meu pai .
Segundo ele, chegando no cartório prá fazer meu registro, o escrevente pergunta o nome da criança.
Papito diz:
-Marcia!!!!
O velhinho escrevente, já meio surdo pela idade, entende errado e me registra como Mercia!
Pois é gente....
Quando me perguntam como foi que meus pais escolheram meu nome, eu fico em dúvida qual história contar.
Pronto!
Agora eu já nascí, já ganhei nome e vcs sabem até quantos quilos eu pesava.
A próxima etapa será contar alguns fatos de minha infancia....
Tenho coisas divertidas a contar!
Essa fase é uma descoberta!
Aguardo vcs!!!!
Bjnhusssssssssss
Olha eu aí embaixo....

É...Tem quem pense que é fácil ser Mercinha...
Tsc,tsc,tsc...
Não sabe como se engana!
Vou contar a trajetória de uma vida de Mercinha .
A história é longa, mas garanto que vai emocionar muita gente.
Vou escrever aos poucos...aquele velho ditado "Devagar e Sempre".
Preciso abrir as folhas de meu diário, e postá-las neste BLOG de uma maneira que vcs se interessem.
Mas posso antecipar algo:
-Tem amor, paixões, sexo, tragédia, preconceito, drama, comédia...
Acho que seria interessante eu primeiro me apresentar...
Meu nome é Mercia, tenho 37 anos, sou ariana, esposa, mãe , dona de casa contrariada, artesã, orkuteira, mulher!
Nascí no dia 22 de Março de 1969 de parto cesárea, no Hospital Perola Bygton, no centro de São Paulo.
Minha mãe: Dona Rosa!!!!
Meu pai: Seu Luis!!!
A dona da história: EU!!!
Sejam bem vindos!
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